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Educação de Pessoas com Necessidades Especiais
Dossiê de Inclusão
POR LUCIANE BISCHOFF

O dossiê de inclusão visa contribuir para a busca de sentido na produção de conhecimentos no transcorrer de nossos estudos. Este documento busca a completude de suas descobertas em que o respeito às singularidades será respeitado na medida em que cada aluno(a) será encorajado à reflexão e a sistematização de suas experiências num formato original capaz de apontar para as conquistas individuais.
Tive uma inclusão no ano de 2006, uma menina na,3ª serie. Meus alunos tinham de 8 a 10 anos de idade e ela tinha 08. Ela falava vagarosamente para todos entenderem. Adora ler histórias e reconta-las através de desenhos. R é muito inteligente, suas maiores dificuldades eram motoras. Nestes casos o incentivo, confiança, afirmação positiva e auto-estima são essenciais ao sujeito que está aprendendo a ler e escrever.
Para isso buscamos interagir comeste aluno de acordo com assuntos que o interessasse e nas atividades demonstrou grande interesse por animais. Para isso usamos o editor de textos Word, digitando palavras que correspondessem às figuras.
As atividades de desenho e pintura chamavam muito sua atenção, quando ele estava fazendo uma, sorria e me olhava mostrando sua produção sempre feliz, mas muito sensível e nervosa quando a turma estava agitada. Quando algo diferente acontece na escola que foge da rotina, ou seja, em datas comemorativas ou visitação de pessoas estranhas ela fica ansiosa, necessita estar sempre perto da professora ou da coleguinha F, sua melhor amiga. A aluna tem uma capacidade de compreensão muito boa. Segundo Vygotsky(1984), aquilo que se consegue fazer com a ajuda ou o suporte deoutras pessoas muitas vezes, é um indicativo de desenvolvimento cognitivo mais significativo do que aquilo que se consegue fazer sozinho.
Segundo a teoria Sócio-histórica , é através das relações interpessoais concretas com os outros homens que o indivíduo interioriza as formas culturalmente estabelecidas. Também podemos afirmar que no caso de indivíduos com Paralisia Cerebral a limitação motora não interfere na criatividade e o professor mediador precisa dar o suporte na Zona de Desenvolvimento Proximal para que junto com seus colegas possa desenvolver todo seu potencial criativo. Observamos no caso da Aluna R que, com o auxílio do computador , pôde desenhar além de identificarmos todas as fases de alfabetização descritos na parte teórica deste trabalho.
A partir do momento que passou a utilizar os recursos da tecnologia assistiva pudemos verificar que sua ansiedade em relação aos problemas de comunicação diminuíram.
Podemos afirmar que a turma da sala de aula sempre o aceitou e o respeitou sem estigmatizá-lo.
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